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sábado, 18 de janeiro de 2025

A "Suposta" Madame Fontaine...

▶️ Quero lembrar que aqui no blog não é possível postar vídeos, apenas Gifs e fotos. Lembrem-se também que às vezes os Gifs podem demorar para abrir. 

👨‍💻Essa matéria é muito legal, pois fala sobre uma personagem "supostamente" fictícia de séculos atrás.

Eu estava conversando com meu amigo Bob sobre a história de Madame Fontaine, que sempre me intrigou, mas Bob me contou detalhadamente que Madame Fontaine nada mais é do que uma "suposta" ficção ocorrida entre os séculos XVII e XVIII em países europeus, pois naquela época histórias de bruxas e alquimistas estavam em alta, sendo mais comuns em países como França, Alemanha e Inglaterra.

Segundo meu amigo, muitos diziam que Madame Fontaine era uma alquimista que criava venenos e elixires misteriosos; e que essa história nada mais era do que  uma "suposta" ficção popular na época, e que tanto Madame Fontaine quanto todas as suas criações giravam em torno de histórias cheias de suspense e misticismo.

Bob também me contou que não há registros concretos que possam nos contar sobre a existência de Madame Fontaine, e por isso as histórias giravam em torno de "supostas" ficções.


🙋‍♂️ Minhas considerações:

No entanto, na minha opinião, essa "suposta" história "supostamente" fictícia é muito interessante, pois conta a história de uma mulher que teve uma vida cheia de mistérios e, como tal, tocou o "imaginário" das pessoas.

Mas decidi usar as palavras "suposta", "supostamente" e "imaginário", porque de fato não podemos dizer se ela existiu ou não, pois deve haver muitos casos que conhecemos que são considerados ficção e que podem muito bem ser verdade, como essa "suposta" história de Madame Fontaine.

🔊 Nota:

Madame Fontaine não deve ser confundida com Giulia Tofana, a criadora de "Aqua Tofana" (veneno); São histórias diferentes, e há muitos registros que comprovam que Giulia Tofana existiu e que na sua história, ela é considerada como uma das maiores serial killers.

É isso aí pessoal!👍

segunda-feira, 16 de junho de 2025

O Vilarejo Perdido no Tempo - Uma Cruel Verdade Oculta...

👨‍💻 Esta é uma história muito interessante e misteriosa, cheia de reviravoltas, à medida que uma verdade é descoberta.

A história:

Teresa dirigiu pelas estradas desertas, observando o céu cinzento e a vegetação seca ao seu redor. Seu destino era um vilarejo esquecido no tempo, um lugar que parecia congelado décadas atrás. Haroldo, seu tio-avô, havia sido internado em um sanatório lá, mas desapareceu sem explicação.


Ela queria entender o que realmente aconteceu com ele. O sanatório escondia um segredo, e Teresa estava determinada a descobri-lo.

Assim que cruzou a entrada do vilarejo, sentiu um arrepio estranho. As casas eram velhas, cobertas de poeira e musgo, como se tivessem sido abandonadas há anos, mas os moradores ainda estavam lá. Eles eram frios, silenciosos e evitavam contato visual.

Ela seguiu até uma hospedagem simples, esperando encontrar um lugar para passar a noite enquanto investigava. Uma senhora com o olhar inexpressivo atendeu, mas ao ouvir seu pedido, franziu a testa e disse em tom seco: "Não há lugar para você aqui. Vá embora."


Teresa tentou insistir, mas a senhora manteve a postura, como se tentasse protegê-la de algo invisível.

Ela ainda não sabia, mas aquela era a primeira tentativa de impedi-la de ficar por mais de três dias.

Sem ter onde dormir, Teresa tomou uma decisão ousada: passaria a noite dentro do sanatório que estava fechado havia anos.


O lugar parecia respirar velhas lembranças. O cheiro de mofo e papel velho se espalhava pelos corredores escuros, e o silêncio absoluto tornava tudo mais sufocante.

Mas então aconteceu. No meio da madrugada, um vulto surgiu no fim do corredor, e sua voz sussurrou o nome Haroldo.

Teresa sentiu o medo tomar conta, mas não fugiu. Se aquele lugar queria afastá-la, era porque escondia algo muito pior do que imaginava.


Na manhã seguinte, ao mexer nos registros antigos do sanatório, Teresa encontrou um bilhete misterioso entre as papeladas de Haroldo que dizia:

"Vá embora. Aqui não é um lugar para passar mais de três dias. Se ficar, ficará como todos nós. Eu sei do que falo, pois hoje termina meu terceiro dia, e amanhã já não serei mais quem sou. Seu tio foi solto, mas ficou aqui… e desapareceu quando tomou consciência. Pegue os documentos e fuja enquanto ainda pode."


Agora ela sabia: ninguém saía do vilarejo após três dias. Algo os fazia desaparecer ou aprisionava suas almas ali para sempre.

E então veio a revelação dos registros: Haroldo não foi internado por problemas mentais, mas por uma injustiça cruel, sua própria família pagou para que ele fosse trancado ali por causa de sua deficiência física, apenas para ficar com seu dinheiro!

O sanatório escondia horrores. Teresa percebeu que não podia mais perder tempo. Pegou algumas coisas e correu para saída do vilarejo.


Ainda dentro do vilarejo, Teresa tentou ligar para seu amigo Tom, um jornalista que poderia investigar a história daquele lugar. Mas não havia sinal. O vilarejo parecia isolado do mundo exterior. Nenhuma comunicação funcionava ali.

Então, ela tomou uma decisão: dirigir até uma estrada afastada, longe da entrada do vilarejo, onde finalmente conseguiu sinal no celular e ligou para Tom.

Quando ele retornou, trouxe uma notícia aterrorizante:

"Teresa... não existe vilarejo nenhum. Este lugar desapareceu do mapa há mais de um século. O sanatório foi fechado devido a desaparecimentos e mortes inexplicáveis. Você... você estava em um lugar que oficialmente não deveria existir."


A verdade caiu sobre Teresa como uma avalanche. O vilarejo e o sanatório não eram reais no mundo de hoje. Eram fragmentos de um passado perdido, mas ainda estavam lá, à espera de novas vítimas.

Ela precisava sair imediatamente.

Teresa retornou ao vilarejo para reunir os restos de seus pertences e partir. Mas antes que ela pudesse ir embora, o vulto da primeira noite apareceu novamente, e sussurrou:

"Sou seu tio. Vá embora, ou ficará aqui presa para sempre."

O vilarejo era uma armadilha. Uma energia maligna criada pelos médicos do sanatório, que internavam pessoas por dinheiro, preconceito e conveniência. Os espíritos que viviam ali eram aqueles que haviam sofrido os horrores daquele lugar e agora queriam impedir que mais pessoas fizessem parte daquela história cruel.


Se alguém ficasse por mais de três dias, seria perseguido, torturado e nunca mais sairia do vilarejo.

Teresa correu para o carro e partiu em disparada sem olhar para trás. E então, ao longe, na estrada, ela  viu o vilarejo se desfazer em fumaça. As casas desapareceram, os moradores sumiram, e tudo que restou foram os escombros do sanatório.


O horror daquela história finalmente havia desaparecido... ou estaria apenas esperando pela próxima vítima?

🙋‍♂️ Essa é uma história fictícia, criada por mim e meu amigo Bob.

É isso aí, Meckianos!👍

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A Floresta dos Olhos Ocultos...

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👨‍💻 A matéria de hoje é uma pequena história, que nos faz refletir sobre o que está oculto.

A história:

No coração de uma mata fechada, onde a luz do sol mal toca o chão coberto por folhas úmidas, dois rostos sombrios observam em silêncio. Ninguém sabe ao certo quem são, ou o que são. Dizem que aparecem apenas quando alguém entra sozinho, guiado por curiosidade ou por um chamado inexplicável.


Naquela manhã, Clara, uma jovem botânica, aventurou-se na floresta em busca de uma planta rara. Com seu caderno e uma mochila leve, ela seguiu trilhas quase apagadas, anotando cada espécie que encontrava. Mas algo a observava. Rostos, escondidos atrás das folhas, com olhos que piscavam intensamente, mas que paravam por um longo tempo, apenas esperando por algo, mas o que poderia ser?


Clara parou em frente a uma árvore coberta de trepadeiras. Sentiu um arrepio. Olhou em volta. Nada. Mas os olhos estavam lá.


Então Clara saiu da floresta e se perguntou: Será que eu estava mesmo sozinha?


🙋‍♂️ Esta é uma história fictícia, mas como eu costumo dizer: Não é porque você não acredita, quer dizer que não existe!  ¯\_(ツ)_/¯

É isso aí, Meckianos! 👍

domingo, 27 de abril de 2025

O Segredo de Orlando...

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👨‍💻 Nesta matéria, trago uma história envolvente e cheia de mistérios. Acredito que vale a pena ler.


Capítulo 1 – O Estranho Misterioso

Amanhecer do Lago sempre foi uma cidade tranquila, onde todos se conheciam e poucos segredos eram mantidos em segredo. Mas tudo mudou com a chegada de Orlando.

Orlando aparentava ter cerca de 60 anos. Seu rosto era marcado pelo tempo, mas seus olhos carregavam uma profundidade perturbadora, como se observasse tudo ao seu redor com uma atenção incomum. Educado, discreto e reservado, ele nunca se envolvia muito nas conversas, mas sempre parecia saber mais do que dizia.


Ele comprou a mansão abandonada na Rua das Magnólias, um lugar que ninguém ousava reformar havia décadas. Seu comportamento era educado, discreto e reservado. Nunca fazia perguntas sobre a vida dos vizinhos, nem dava respostas sobre seu próprio passado.

Apesar de sua gentileza, uma inquietação crescente crescia entre os moradores. Pequenos detalhes chamavam a atenção: ele sempre saía ao anoitecer, sua casa era mantida imaculada, exceto por um jardim intocado, e em noites de chuva, luzes piscavam através das janelas de um dos cômodos.


Capítulo 2 – A Curiosidade Cresce

A cidade começou a alimentar teorias sobre Orlando. Alguns diziam que ele escondia algo no porão, outros juravam que, em noites de lua cheia, uma silhueta se movia na sacada da mansão.


As dúvidas se transformaram em ação quando quatro moradores decidiram pôr fim ao mistério de uma vez por todas. Durante um encontro discreto no mercado de Dona Ruth, quatro pessoas foram escolhidas para entrar sorrateiramente na mansão. Os escolhidos foram:

- Caio, o jovem, ágil e destemido entregador.

- Dona Ruth, uma comerciante, que conhecia todo mundo na cidade.

- Felipe, um professor aposentado, fascinado por mistérios.

- Mariana, uma fotógrafa, que queria registrar cada detalhe.

Na noite combinada, quando Orlando saiu para sua caminhada habitual, os quatro escolhidos se aproximaram da mansão. A porta da frente estava trancada, mas uma janela lateral parecia destrancada. Cuidadosamente, eles entraram.

O interior estava impecável, nada fora do lugar. Mas um detalhe arrepiou os quatro: havia uma porta trancada que dava para um quarto com cadeados e marcações estranhas.


Felipe encontrou uma chave atrás de uma pintura e, hesitante, destrancou a porta. O que viram os paralisou: uma parede coberta de recortes de jornais antigos, fotos de pessoas desaparecidas e um mapa detalhado da cidade.

Antes que pudessem investigar mais, o som da porta da frente se abrindo os paralisou. Orlando estava de volta.

Capítulo 3 – A Mensagem Misteriosa

Sem tempo para pensar, eles abriram a janela do quarto onde estavam e escaparam silenciosamente. Mas Orlando percebeu que sua casa havia sido invadida. A porta aberta e a janela escancarada denunciavam visitantes indesejados.


Na manhã seguinte, a cidade acordou com uma visão bizarra: no meio da praça, uma placa gigante dizia:  "Se tem curiosidade, pergunte para mim!"

Abaixo da inscrição, uma pilha de livros aguardava quem quisesse um. As capas eram idênticas: o pôr do sol da cidade de Amanhecer do Lago, exatamente como visto da mansão de Orlando. Cada morador pegou um exemplar, sentindo um arrepio ao perceber que havia uma dedicatória dentro, com seus nomes escritos à mão.  "Morei nesta cidade há mais de 150 anos e voltei para matar a saudade." Assinado: Orlando Gabriel."


A multidão ficou em silêncio absoluto. Orlando Gabriel era ninguém menos que o fundador da cidade, que havia morrido há mais de 65 anos. Em um impulso coletivo, eles correram para a mansão. Alguns tentaram invadir novamente. Mas encontraram apenas um silêncio gelado. O casarão estava completamente abandonado, como se Orlando nunca tivesse estado ali.

E para aumentar ainda mais o mistério, cada um que abriu o livro percebeu que todas as páginas estavam em branco. Apenas na primeira folha havia uma única frase: "Conte a sua própria história."


🙋‍♂️ Essa é uma história fictícia, escrita por mim e meu amigo Bob.

É isso aí pessoal!👍

domingo, 10 de agosto de 2025

O Casebre do Cemitério Silencioso...

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👨‍💻 No coração esquecido do Brasil, entre montanhas silenciosas cobertas por mato alto e florestas úmidas, existe um vilarejo chamado Pedra Fria, que praticamente poucos mapas registram, e menos ainda se ouve falar dele.


Pedra Fria é um vilarejo que não vive, simplesmente resiste. A vida lá é lenta e silenciosa, mas não serena. As janelas fecham-se antes do pôr do sol, não por medo da noite, mas por respeito ao que nela desperta.

Quem conhece o vilarejo sabe que ali existe um lugar que nem o silêncio ousa visitar: um lugar milenar chamado O Casebre do Cemitério Silencioso.

Todos sabem que aquela construção antiga fica a pouco mais de quatro quilômetros da praça principal, mas ninguém se atreve a passar por ali.

Os moradores raramente conversam com estranhos, e se alguém perguntar sobre o casebre e o cemitério, a resposta é sempre a mesma: um silêncio pesado e um olhar de advertência que diz: "Não fale. Não vá. Não escute."


O cemitério é cercado por um muro de pedras, coberto por musgo, mato e esquecimento; ele guarda túmulos sem nome, mas há símbolos que parecem mais antigos que a própria linguagem.

O casebre, aninhado contra o muro de pedra, é conhecido como "A Casa das Portas Escuras".

Uma história diz que à noite as portas escuras se abrem sozinhas e vozes vêm de dentro, chamando nomes que ninguém quer ouvir.

👣 O começo deste caso:

Numa cidade grande e barulhenta, que fica muito longe do vilarejo Pedra Fria, cinco investigadores paranormais (Antônio, Eduardo, Sônia, Silvia e Bruno) ficaram sabendo da lenda.


Não foi por meio de um vídeo ou de uma reportagem sensacionalista, mas sim por algo muito mais discreto: um pequeno artigo de jornal amarelado que Antônio encontrou em uma loja de livros usados, escrito em letras desbotadas, mencionando um vilarejo onde "portas se abrem sozinhas" e "os vivos não voltam os mesmos". A manchete, impressa em letras pequenas, dizia: "Vilarejo em pânico teme casebre e antigo cemitério".

Também mencionava que o local havia sido evitado por gerações, após "acontecimentos trágicos" que ninguém se dispôs a explicar.

Não havia fotos, apenas uma ilustração antiga e desbotada mostrando o portão do cemitério aberto e, ao fundo, colado no muro, um casebre.


Antônio, ao ler, mostrou ao grupo, e ao lerem sobre o vilarejo de Pedra Fria, viram ali uma oportunidade perfeita, pois não eram aventureiros comuns, eram um grupo especializado, e como tinham um canal dedicado à investigação de lugares mal-assombrados e lendas urbanas, acreditavam que seria um episódio amplamente divulgado, talvez o mais impactante de todos.

📼 Registros das filmagens, até o desfecho:

Uma semana depois, o carro velho já subia a estrada de terra em direção ao vilarejo Pedra Fria. A lua, pálida e solitária, parecia segui-los, e o vento frio parecia penetrar na lataria do carro.

Nenhum deles sabia... mas os moradores, que os viram passar, fecharam as cortinas e se trancaram dentro de suas casas, como se já soubessem o final da história.


A estrada de terra parecia interminável. O carro chacoalhava a cada buraco, e as árvores retorcidas ao longo das laterais projetavam sombras que lembravam garras que poderiam a qualquer momento atacar quem passasse.

O vento forte e frio assobiava entre os galhos, e às vezes o som parecia formar palavras incompreensíveis.

Bruno, ao volante, tentou parecer despreocupado e fez algumas piadas. Sônia, no banco do passageiro, olhava pela janela, observando a escuridão entre as árvores e se perguntando por que os moradores se recusavam a ir com eles. Antônio, no banco de trás, filmava a paisagem e estava animado com o vídeo, pois o medo dos moradores poderia trazer muitas visualizações. Eduardo, ouvindo música com fones de ouvido, e Silvia, com uma expressão preocupada.


Quando o carro parou, a cena diante deles era sufocante: o casebre, meio escondido pela neblina, erguia-se como uma sombra sólida. O cemitério abandonado, murado por pedras cobertas de musgo e mato, estendia-se até onde a neblina alcançava. O portão de ferro estava entreaberto e rangia... sozinho.

Logo, um longo uivo ecoou por algumas árvores; não parecia um animal... e também não parecia um humano. Eles se entreolharam, mas não, mas não deram muita importância, ou pelo menos não queriam parecer assustados.

O grupo caminhou até a porta do casebre. A madeira velha gemeu alto quando Eduardo empurrou, e um ar gelado escapou lá de dentro, trazendo um cheiro de mofo e terra molhada.


O interior era escuro, mesmo com lampiões e lanternas acesos. Móveis antigos estavam cobertos por lençóis empoeirados, e as paredes descascadas revelavam madeira escurecida pela umidade. 

No fundo, duas portas enormes se destacavam: de madeira escura, com trincos enferrujados e marcas profundas, como se algo tivesse arranhado por dentro.

Bruno filmava tudo o que acontecia com o grupo, e Antônio, com uma câmera, filmava as portas escuras, e ele foi caminhando em direção delas...


Então, uma das portas moveu-se lentamente, rangendo. Nenhum deles tocou nela.

Antônio ainda filmando, puxou o trinco. A porta se abriu apenas alguns centímetros, revelando uma escuridão tão densa que parecia absorver toda a luz das lanternas e dos lampiões.

De dentro, vinha um som abafado... como centenas de vozes sussurrando ao mesmo tempo, sem que uma única palavra fosse compreendida.


Então Antônio passou pela porta, desaparecendo nas sombras. A porta se fechou sozinha com um
estrondo. Todos correram até ela, chutaram, puxaram, mas a porta não se moveu.

Do outro lado, algo pesado caiu no chão. Depois, silêncio absoluto.


Sílvia, assustada, olhou pela janela e começou a filmar, e entre as lápides, uma figura alta, magra demais para ser humana, movia-se lentamente. A figura parou e se virou para ela. Os "olhos" não eram olhos… eram duas fendas brilhantes. Ela alertou que tinha alguém lá fora.

O portão do cemitério se fechou com força, embora não houvesse mais vento. Dentro do casebre, as lanternas começaram a piscar e um estranho ruido tomou conta do Spirit Box. E em meio aos ruídos, vozes distorcidas emergiram, proferindo palavras que pareciam vir de todos os lugares.


Então todos correram para a porta da frente. Quando abriram… não havia estrada; o cemitério se estendia em todas as direções, como se o casebre tivesse sido engolido por ele.


Entre as lápides, vultos começaram a se aproximar, movendo-se com um barulho de ossos deslocados. Dentro do casebre, as portas negras se abriram de vez, revelando um corredor estreito, que antes não estava ali. O som de centenas de unhas arranhando madeira ecoou pelo ambiente.


Eduardo correu para dentro do corredor. Sônia tentou segui-lo, mas algo agarrou seu pé com força e a puxou para a escuridão. Seu grito foi abafado pelas vozes profundas que pareciam entoar um cântico.

Na manhã do dia seguinte, o carro do grupo foi encontrado por um dos poucos moradores que ainda ousava sair logo cedo; o carro estava estacionado na estrada de terra do vilarejo, com a porta aberta e o motor frio. Então o morador chamou a polícia.


Foi então que as autoridades policiais recolheram todos os equipamentos, incluindo câmeras, gravadores, celulares, etc.

As gravações mostravam o grupo explorando o casebre, as portas negras se movendo sozinhas, e vultos surgindo entre as lápides.


Em determinado momento, Antônio e Sônia são vistos sendo puxados por sombras escuras, que se estendem como braços feitos de fumaça e escuridão.

As vozes nos áudios são distorcidas, profundas, como se viessem debaixo da terra ou de todos os lugares.

E o último trecho mostra o corredor que não existia antes, se abrindo… e Eduardo correndo para dentro dele, seguido por gritos e ruídos.

No final, apenas Bruno e Sílvia foram encontrados. Mas eles não pareciam estar vivos. Pareciam... vazios.

Relatório Final:

A investigação permanece em curso, sendo tratada como caso de desaparecimento. Não há evidências concretas que justifiquem qualquer interpretação fora dos parâmetros convencionais. O local foi isolado para perícia, e os dois indivíduos (um homem e uma mulher) foram encaminhados para avaliação médica.

Classificação preliminar: Desaparecimentos de três pessoas em área rural isolada.

Encaminhamentos: Aguardando laudo técnico e depoimentos formais.

Caso Encerrado: Devido ao conjunto de circunstâncias apresentadas e aos fenômenos carentes de explicações racionais, o caso foi encerrado:

- Sem conclusão oficial.


 E como em todos os verdadeiros mistérios, o silêncio prevaleceu:

- A história foi esquecida.

- Apenas uma longa lista de desaparecidos, ou melhor... escondida.

- Mais três nomes na lista.

- Outra história que ninguém quer contar.

- Outra verdade escondida atrás de portas escuras.


📝 Essa é uma história fictícia, mas é uma forma de chamar a atenção para a não ficção, pois se considerarmos o número de desaparecidos no Brasil, e no mundo, infelizmente, a lista só cresce!

🙋‍♂️ Apenas um lembrete:

Não é porque você não acredita,
quer dizer que não existe!
👻
É isso aí, Meckianos!👍

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Um brutal assassinato real inspirou Stephen King...

Nessa matéria descrevo resumidamente um brutal assassinato de ódio que inspirou Stephen King retratar em seu livro e depois no filme  'It: A Coisa - Capítulo 2'. 

Reprodução de imagem do filme

O personagem criado pelo autor foi denominado Adrian Mellon, e toda história acontece na cidade fictícia de Derry, no Maine (EUA).

O assassinato real:

O assassinato foi de um rapaz chamado Charles O. Howard (23 anos), no dia 7 de julho de 1984, na ponte conhecida como State Street Bridge na cidade de Bangor, no estado de Maine (EUA).

Os três adolescentes partiram para severa agressão física contra Charlie Howard; depois de surrarem bastante o Charlie, resolveram jogá-lo da ponte no riacho denominado Kenduskeag Stream, e não deram a mínima mesmo Charlie Howard gritando que não sabia nadar e que era asmático; os três adolescentes homofóbicos o jogaram da ponte.Esse assassinato se deu porque Charlie Howard era gay, e isso incomodou muito três adolescentes homofóbicos: Shawn I. Mabry, (16 anos), James Francis Baines (15 anos), e Daniel Ness, (17 anos).

Charlie Howard

Conclusão da história:

Charlie Howard morreu e os três adolescentes foram julgados como menores e no dia 1 de outubro de 1984 foram considerados culpados e receberam uma sentença máxima de dois anos.

Arrependimento:

Depois de alguns anos após cumprir a prisão, em uma entrevista a um jornal, James Francis Baines revelou seu arrependimento e disse que não passa um dia sem pensar em Charlie Howard, e ele dirigiu um projeto de lei que proíbe a discriminação a partir da orientação sexual.

Homenagem:

Esse brutal assassinato chocou toda a sociedade, e em homenagem a Charlie Howard foi feito um memorial que anualmente recebe homenagem.

Memorial

Descrevendo um pouco a cena do livro/filme:

Um casal gay está em um parque de diversões quando depara com um grupo de amigos que resolvem ofendê-los por suas orientações sexuais.

Cena: do ódio gratuito e abusivo

O casal vai embora do local e param em uma ponte para conversar, quando são abordados pelo mesmo grupo homofóbicos que começam agredir o casal, mas como um deles (Adrian Mellon) respondia as ofensas verbalmente, ele foi o mais atacado com brutalidades e depois jogado da ponte.

Cena: da brutalidade - da covardia - do assassinato

Homofobia: 

É uma série de atitudes e sentimentos negativos, discriminatórios ou preconceituosos em relação a pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo ou gênero, ou percebidas como tal. As definições para o termo referem-se variavelmente a antipatia, desprezo, preconceito, aversão e medo irracional.

👉Na minha opinião, quem tem o sentimento homofóbico precisa urgentemente se tratar, pois, acredito que essa pessoa tem sérios problemas emocionais em relação a ela mesma; vale muito a pena procurar por ajuda psicológica e psiquiátrica.

Fonte: YouTube - Bangor Daily News - Google - Wikipedia - Google Maps